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Desenvolvedores gaúchos criam blog sobre Chrome

Emílio Moreno | 11 de setembro de 2008

Um grupo de analistas e desenvolvedores de Passo Fundo-RS criou um blog dedicado ao Chrome, navegador do Google lançado na semana passada. Pablo Rodrigues, Elias Muller, Moacir Goelzer, Ralph Rassweiler e Diniz Lamaison são colegas de trabalho e vão compilar dicas, tutoriais e notícias sobre o software no Chrome Brasil. A página pode ser acessada no endereço: www.chromebrasil.com.br.

Um dos posts em destaque no blog, trata das dúvidas sobre a privacidade envolvendo usuário e o novo browser do google que estão cada vez mais afiadas. Segundo Peter Schaar, comissário de segurança da informação da Alemanha, na última sexta-feria o escritório alemão de segurança da informação emitiu um alerta contra o uso do navegador.

Fonte: Baguete Jornalismo Digital

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Lúcio Alcântara reúne blogueiros cearenses

Emílio Moreno | 22 de agosto de 2008

Eu estava preparando um post pra comentar a relação entre os políticos e os blogs, quando fui surpreendido pela citação do meu Liberdade Digital, no Blog do ex-governador Lúcio Alcântara. Em comemoração aos 50 mil acessos, ele lembra de alguns blogueiros cearenses e faz um convite para um encontro, no próximo dia 28 agosto.

A iniciativa de Lúcio é impulsionada, segundo ele, pela vontade de querer conversar mais sobre essa ferramenta, conhecer novas possibilidades de uso. Como ele mesmo diz, “quero aprender mais”. Além de ficar agradecido pelo convite, fiquei animado ao perceber que no Ceará, alguns homens públicos iniciem, mesmo que timidamente, contatos com os blogs.

Um exemplo dessa aproximação é o caso do prefeito de São paulo, Gilberto Kassab (DEM). Por intermédio da Revista Bites ele participou de um encontro com blogueiros que teve o objetivo de aproximar o candidato das mídias sociais. A idéia era mostrar de forma prática, como as ferramentas online podem ajudar o poder público a melhorar a comunicação com os seus cidadãos.

Então, mesmo que essa interação seja motivada meramente pelo clima da campanha eleitoral, desafio os candidatos à Prefeitura de Fortaleza, que também realizem conversas desse gênero. Não basta apenas o candidato montar um ‘bloguezinho’ e jogar lá um estagiário (sem ofensas) pra postar notas, se não existe uma estratégia mais centrada em entender as mídias sociais.

Não adianta também pegar apenas carona na onda do Política 2.0, com o embalo do candidato americado Barack Obama. A comunicação com essas novas plataformas é um caminho sem volta. E quem deixar para despertar por último, com certeza, vai ficar falando sozinho. Como dizia o velho guerreiro Chacrinha, “quem não se comunica se trumbica”. Comprendeu?

Blogueiros citados e convidados: Eliomar de Lima, o mais rápido na postagem de notícias – disputando com os jornalistas do Ceará Agora (Donizete, Luzenor e Beto Almeida), Nonato Albuquerque, os blogueiros do O Povo e do Diário do Nordeste (entre eles Egídio Serpa, Daniel Praciano e Roberto Maciel - postando em dois blogs), Luiz Carlos Carvalho, do Sobretudo, Laércio Macambira (pensando segurança), Deputado Leo Alcântara (com notícias do Congresso), Emílio Moreno, André Carvalho, Wanderley Filho, Maísa Vasconcelos, Fátima Abreu, Norton Lima Júnior.

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Candidata striper quer repetir fórmula de Débora Soft

Emílio Moreno | 1 de agosto de 2008

Foi-se o tempo que político precisava ter vocação. Basta ver o caso da candidata Katia Heffner (PTB-CE). A garota faz shows de strip tease em Fortaleza. O L.D. descobriu a candidatura bizarra através do blog da Rosana Hermann, que linkou o post do Sérgio Aragão.

O que mais nos chama atenção é o lema da nobre candidata. Em seu site, ela diz que “chega dessas caras de bunda que existem em nossa política, é hora e inovar, criar, fazer diferente”. De bunda ela deve ter toda a propriedade para falar. O mais legal é que ela faz a divulgação do seu material de campanha na boate Kubalada, digo, no comitê cultural (fica mais bonitinho) no Centro da cidade.

Fiquei com vontade de dar uma sacada lá. Será que além dos ’santinhos’ a gente consegue assistir a algum show da candidata. Claro! Pra votar a gente precisa conhecer profudamente o nosso candidato. Pra terminar, o número da candidata é bem sugestivo: 14.069. Sem comentários.

Em Fortaleza, a Câmara dos Vereadores já conta com uma parlamentar que fazia show de sexo explícito. É Débora Soft, candidata a reeleição. A disputa promete ser ‘dura’, afinal, além dela e da Kátia Heffner, Adrielle Fatal também está na disputa. Com toda certeza, essa será uma eleição com direito a muito corpo a corpo na disputa de cada voto.

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Fidel Castro é o blogueiro mais lido em Cuba

Emílio Moreno |

Segundo a agência Reuters, Fidel Castro (foto) se tornou o blogueiro mais popular de Cuba.

Com quase 82 anos, Castro publica sua opinião a respeito dos assuntos domésticos e internacionais no blog Cuba Debate.

Em alguns poste ele chega a antecipar anúncios do governo presidido por seu irmão Raúl desde julho de 2006. Em seus artigos (105 nos últimos 12 meses) são reproduzidos pelo Granma, jornal do Partido Comunista.

Em seu mais recente post ele comenta a participação de Cuba nas Olimpíadas e a compra de atletas cubanos pelos imperialistas.

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A arte de falar besteiras

Emílio Moreno | 29 de junho de 2008

[ atualizado ] Todo mundo tem o direito de falar besteiras. A menos que você seja um homem público, sobretudo, “eterno candidato”. Esse foi o caso do deputado federal Ciro Gomes, PSB/CE, (foto) que disse em uma entrevista à TV Jangadeiro que “Fortaleza virou um puteiro a céu aberto”. Agora o deputado federal, para corrigir a “burrada”, precisou publicar um artigo de quase meia página no O POVO do último sábado para falar sobre a questão da prostituição, que ele considera grave. Ele justifica o artigo como forma de colocar melhor o contexto da frase que disparou durante entrevista.

O artigo muito bem escrito, ele é desnecessário uma vez que todos nós estamos “carecas de saber” dos problemas da prostituição em nosso estado e principalmente em nossa capital. Outras questão pertinente é que além do mau gosto na utilização da frase, Ciro demonstrou absoluta desinformação ao criticar a prefeita Luizianne Lins (foto), já que como deputada estadual ela foi atuante no combate à prostituição, afinal ela foi como líder de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a prostituição infantil, um dos grandes problemas da capital cearense.  

Devemos alertar o nobre deputado que evite frases de efeito, principalmente essas que só servem para manchar a sua própria reputação política, e ao invés disso, articule recursos federais para a recomposição da Praia de Iracema, hoje grande reduto de prostituição da cidade. Quem sabe se Ciro ajudar o irmão e Governador do Ceará Cid Gomes a criar mais polícitas públicas para tirar nossas crianças das ruas. O estado pode ainda reforçar nossa tão reprovada educação pública, e com isso, abrir novas oportunidades para nossos jovens. É papel da Secretaria Estadual de Turismo, “vender” a nossa imagem mundo à fora de um estado que adora receber famílias de outros países. E que aqui não toleramos o turismo sexual.

É certo que a Prefeitura de Fortaleza também deve estar envolvida nessa luta. Mas esse puteiro a céu aberto só existe graças ao descaso e abandono de longa data e não apenas nos últimos quatro anos de administração “Fortaleza Bela”. O que precisamos para vencer essa doença chamada prostituição é a união da sociedade e dos homens públicos. As frases de efeito servem apenas para o ano eleitoral e mais nada.

O Editor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO, Plínio Bortolotti escreveu o post: (leia + no link) “Desculpe, mas não entendi” no blog de Política do jornal com a mesma opinião deste blogueiro. ”No artigo “O dever da indignação”, que ocupa quase meia página no O POVO, o deputado Ciro Gomes tenta justificar a classificação com a qual brindou Fortaleza: “Puteiro a céu aberto”. “

 

O dever da indignação*

José de Alencar é um dos maiores orgulhos do Ceará. Expoente da literatura nacional e referência do Romantismo, deixou uma produção expressiva. Num de seus romances, intitulado Lucíola, de 1862, Alencar conta a história de Lúcia, por quem o personagem e narrador, Paulo, pernambucano recém-chegado ao Rio de janeiro, se apaixona. Lúcia é uma prostituta - a mais bela e requisitada da cidade. Segundo um amigo de Paulo, era “a mais alegre companheira que pode haver para uma noite, ou mesmo alguns dias de extravagância”. Com o tempo e o convívio, Paulo e Lúcia vão morar juntos, e um dia ela decide contar sua história. Seu nome verdadeiro não era Lúcia, mas Maria da Glória. Quando tinha 14 anos, seus familiares contraíram a febre amarela. Sozinha e sem dinheiro, procurou auxílio financeiro com um vizinho rico, que, em troca, tirou-lhe a virgindade. Acabou expulsa de casa e encaminhou-se para a prostituição. O dinheiro dos programas, guardava para a sua irmã casta, Ana. Maria da Glória morre de forma trágica nos braços de Paulo, depois de complicações na gravidez que matou o filho que o casal esperava.

Com muita freqüência somos condicionados pela ficção, pelas lendas, pelo folclore, pela mitologia ou pelo cinema a romantizar a prostituição, que surgiu na literatura já no épico de Gilgamesh, considerado o primeiro texto literário preservado da humanidade. Ainda que algumas felizardas tenham uma vida que as satisfaça, como no filme Uma linda mulher, interpretado por Julia Roberts, a maioria das prostitutas vive e morre na dificuldade, vítimas da gravidez indesejada, doenças venéreas, abuso sexual, violência de toda sorte. Durante a corrida do ouro no Oeste Americano, o censo contabilizava 300 prostitutas em São Francisco, Califórnia. Destas, 210 (70%) eram imigrantes chinesas, africanas e mexicanas. Após a Guerra Civil americana, o número de prostitutas negras aumentou muito - empurradas para a “vida” pela falta de uma alternativa melhor. Num livro chamado Prostitution, trafficking and traumatic stress, a psicóloga e pesquisadora americana Melissa Farley mostra que a maior parte das prostitutas têm em seu passado uma história de negligência e abuso em suas famílias, isolamento, abuso sexual (como Maria da Glória), psicológico e físico, abuso de drogas e álcool. O livro estabelece uma relação de causa de efeito entre a violência doméstica e a prostituição. São jovens que deixam o lar onde eram subjugadas pelo pai ou pelo marido e, ao caírem na rede da prostituição, permanecem sendo subjugadas pelos cafetões que as aprisionam e pelos homens que contratam seus serviços em clubes de strip tease, casas de massagem, saunas, shows de sexo ao vivo. Da mesma forma que muitos homens casados se enxergam como proprietários de suas mulheres, os homens se enxergam como proprietários das prostitutas.

Num país feito o Brasil, o tema ganha uma conotação ainda mais grave quando se constata que algumas grandes cidades, como a Fortaleza de José de Alencar, têm se transformado em prostíbulos a céu aberto. De um lado da rua, hotéis expõem em suas recepções cartazes da campanha de combate à exploração sexual e ao turismo sexual. Do outro lado da rua, na praia, menores de idade oferecem seus serviços sexuais a turistas sem que as autoridades preocupem-se verdadeiramente com o futuro desta juventude. Existem duas formas de discutir este câncer nacional. Uma delas é criar uma ficção e tentar competir com José de Alencar, sugerindo que a mulher se prostitui por vontade própria, e conscientemente. Mais: sugerindo que todas as mulheres se prostituem de forma consciente e por vontade própria. A outra forma é manter-se com o pé na realidade e constatar que a exploração sexual deve ser enfrentada com a seriedade que o tema exige.

Calcula-se que 15% da população brasileira viva com renda inferior a um dólar por dia. Desse total, 40% são pessoas com menos de 18 anos. É a esta camada da população que devemos dedicar nossa atenção. É esta camada da sociedade que muitos políticos brasileiros sugerem estar fazendo a opção consciente pela prostituição. É uma juventude espremida pelos adultos. De um lado estão seus pais, que em vez de cobrar desempenho na escola, cobram a féria da atividade sexual. De outro, os turistas. A violência sexual que se pratica a céu aberto diz respeito à toda a sociedade. Às organizações não governamentais e aos governantes. O desafio que temos pela frente, e que deixa perplexas as pessoas de bem, é reverter este quadro. Indignar-se com ele é muito mais relevante do que se espantar com uma expressão mais dura empregada para dimensionar a tragédia. Existe uma evidente inércia em relação ao tema, provocada talvez pela extensa lista de prioridades de um governo. É dever de todos nós trabalhar para impedir que crianças e adolescentes sejam empurradas para a prostituição como um caminho para a solução dos problemas financeiros de suas famílias. Tornam-se com isso objeto de dominação dos adultos e pais e acabam a vida como mercadoria. E aí mora um grande perigo. Todos nós nos preocupamos com os sites que nossos filhos freqüentam. Tememos que se relacionem com pedófilos. Nenhum de nós acredita que nossos filhos se relacionariam com pedófilos por vontade própria. E ainda assim tomamos os cuidados que a tecnologia oferece, como controlar a navegação, criar sistemas que impedem o acesso a sites de conteúdo pornográfico. Preocupamo-nos com o Orkut. Não há dúvida de que devemos manter firme a vigilância. Mas há uma certa incoerência, ou no mínimo egoísmo da nossa parte, se nos espantamos com falta de limites da pedofilia na Internet, e toleramos que na vizinhança de nossas casas protagonizem-se cenas igualmente assustadoras envolvendo crianças e adolescentes sem nosso poder aquisitivo. Abuso é abuso, na rede mundial de computadores ou fora dela.

*Ciro Gomes - Deputado federal

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L.D. na Mídia

Emílio Moreno | 24 de maio de 2008

Nosso muito obrigado ao blogueiro Nonato Albuquerque do blog Antena Paranóica (foto) pela forma sempre respeitosa e carinhosa com que ele sempre se refere ao nosso Liberdade Digital.

Aliás, Nonato fala com muita propriedade de pessoas antenadas, afinal, ele comanda com extrema competência seu blog e é antenadíssimo. Quem fica sem visitar o endereço pelo menos um dia, corre o risco de ficar obsoleto.

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Marcha da maconha ‘gongada’ também na web

Emílio Moreno | 4 de maio de 2008

E alguém sabe dizer porque o site oficial da Marcha da Maconha saiu do ar? Os organizadores informaram ao G1 não saber os motivos para página ter parado de funcionar. 

Pelo twitter, o Rafael Carneiro nos informa duas possibilidades para a página ter sumido: “ou a justiça mandou tirar do ar ou algum hacker o fez”.

A marcha foi proibida pela Justiça em cidades como Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. Em Fortaleza ela estava prevista para acontecer a partir da Ponte Metálica, na Praia de Iracema. Será que vai ‘rolar’?

PELO BRASIL
Mesmo proibida pela justiça, a Marcha da Maconha reuniu cerca de cem pessoas em São Paulo, no Parque do Ibirapuera, informa a Folha Online.

No Rio de Janeiro pelo menos 200 pessoas participaram, na manhã deste domingo, de uma manifestação contra a Marcha da Maconha, em Copacabana, na zona sul da capital carioca.

Em João Pessoa, uma passeata pela Democracia e contra a Repressão aos Movimentos Sociais substituiu a Marcha da Maconha.

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